Natação, cinema para ele e para o pai (Planet 51, gostou mais-ou-menos, porque era demasiado grande). Algumas compras de Natal já feitas.
No Domingo, muita chuva, muita neve na serra. Nós quentinhos em casa, o pai a trabalhar. Plasticinas, playmobis, cartões de Natal com recortes e pinturas de dedos, panquecas para o lanche. Foi bom.
(Pronto, ao fim da tarde eu já estava bastante desesperada e eles a jogar aos escorregas no sofá. Mas aqui não há NADA aberto ao Domingo).
30 Novembro 2009
25 Novembro 2009
Hoje é o Dia Internacional de Erradicação da Violência Contra as Mulheres
Eu nunca pensei muito na violência contra as mulheres até ser mãe. Porque sendo branca, ocidental e privilegiada, nunca a tinha percebido. Até que comecei a vê-la.
Progressivamente, passou a dizer-me mais. A tocar-me mais. A preocupar-me mais. E depois tive uma filha. Mulher.
Há muitos tipos de violência. A pior, a mais primária, que acaba em feridas e mortes. A velada, nas palavras que também podem ser pedras. E a outra. A social. A que exige o mundo a (quase) todas as mulheres.
Sou muito diferente do que era. Agora acho o seguinte: que venham quotas, licenças, subsídios, direitos especiais. Que venham penas de prisão, crimes públicos, campanhas de televisão. Que venha uma nova disciplina nas escolas. Que venha tudo o que for preciso, tudo o que nos lembrarmos, mesmo que pareça pequeno, mesmo que pareça tonto, mesmo que pareça inútil. Porque, sim, temos todos culpa. Porque quero lá saber se vai uma incompetente qualquer para um lugar por causa das quotas, também lá há muitos homens incompetentes. Porque, sim, precisamos disto, as mulheres, por muito que me custe e me indigne e me apeteça gritar.
L., não te deixes nunca violentar. Nunca te deixes menorizar. Nunca tenhas vergonha, nunca deixes de gritar. Nunca deixes de ser tu mesma, não sucumbas a uma imagem qualquer da mulher perfeita, porque as mulheres perfeitas não existem. Mas existem mulheres felizes e eu só quero isso para ti.
P., não te atrevas nunca a tratar mal uma mulher. Nunca faças comentários parvos sobre gajas, grávidas ou manias femininas (feministas). Nunca te esqueças de que somos todos iguais, todos pessoas, com qualidades e defeitos. Todos cidadãos com iguais direitos. Sê sempre feminista, filho, que mais não é do que defender essa ideia radical de que as mulheres são gente.
Progressivamente, passou a dizer-me mais. A tocar-me mais. A preocupar-me mais. E depois tive uma filha. Mulher.
Há muitos tipos de violência. A pior, a mais primária, que acaba em feridas e mortes. A velada, nas palavras que também podem ser pedras. E a outra. A social. A que exige o mundo a (quase) todas as mulheres.
Sou muito diferente do que era. Agora acho o seguinte: que venham quotas, licenças, subsídios, direitos especiais. Que venham penas de prisão, crimes públicos, campanhas de televisão. Que venha uma nova disciplina nas escolas. Que venha tudo o que for preciso, tudo o que nos lembrarmos, mesmo que pareça pequeno, mesmo que pareça tonto, mesmo que pareça inútil. Porque, sim, temos todos culpa. Porque quero lá saber se vai uma incompetente qualquer para um lugar por causa das quotas, também lá há muitos homens incompetentes. Porque, sim, precisamos disto, as mulheres, por muito que me custe e me indigne e me apeteça gritar.
L., não te deixes nunca violentar. Nunca te deixes menorizar. Nunca tenhas vergonha, nunca deixes de gritar. Nunca deixes de ser tu mesma, não sucumbas a uma imagem qualquer da mulher perfeita, porque as mulheres perfeitas não existem. Mas existem mulheres felizes e eu só quero isso para ti.
P., não te atrevas nunca a tratar mal uma mulher. Nunca faças comentários parvos sobre gajas, grávidas ou manias femininas (feministas). Nunca te esqueças de que somos todos iguais, todos pessoas, com qualidades e defeitos. Todos cidadãos com iguais direitos. Sê sempre feminista, filho, que mais não é do que defender essa ideia radical de que as mulheres são gente.
24 Novembro 2009
Ele e ela
Ela acorda normalmente bem-disposta e mimalha. Ele acorda rabujento, mal-humorado, implicante (como o compreendo!).
Ela despacha-se a vestir e a arranjar as coisas para sair, ele arrasta-se muito devagar do sofá, onde fica sempre meio zombie durante uma hora.
Ele adora música, mas ela adora dançar.
Ele gosta de plasticinas, ela prefere desenhar.
Ele sempre gostou muito de água, e as aulas de natação eram e são uma alegria. Ela acha a que a água está bem para os peixes e na natação progride muiiiito devagarinho.
Ele sempre detestou andar no carrinho e foi slingado até aos 2 anos. Ela andou mais no sling quando era pequenina, mas é uma adepta incondicional do carrinho.
Ele é ágil e cauteloso. As brincadeiras físicas são-lhe fáceis e naturais. Ela é desajeitada, brutinha, teimosa e destemida. Tem muito mais dificuldade em trepar e subir, mas faz tudo sozinha e anda sempre cheia de feridas.
Ele gosta das histórias, à noite. Ela prefere festinhas e canções.
Ele gosta de luz, ela dorme melhor com tudo escuro.
Ele bebe imenso leite, ela prefere iogurtes (é tarada por iogurtes).
Ele pedia (e pede) mais ajuda para fazer as coisas. Ela faz pela vida e desenrasca-se sozinha.
Ele falou muito bem muito cedo. Ela ainda não fala nada de jeito.
Ele é extrovertido e social, embora um bocadinho tímido. Ela é desembaraçada e alegre, mas muito metida consigo.
Ele é um miúdo mais chatinho, mas é possível dar-lhe a volta, com negociações e argumentos (sempre foi). Para ela normalmente está tudo bem, mas quando implica com algo não há quem a demova.
Sim, eu comparo tudo. Nunca deixará de me assombrar o quão diferentes são.
Ela despacha-se a vestir e a arranjar as coisas para sair, ele arrasta-se muito devagar do sofá, onde fica sempre meio zombie durante uma hora.
Ele adora música, mas ela adora dançar.
Ele gosta de plasticinas, ela prefere desenhar.
Ele sempre gostou muito de água, e as aulas de natação eram e são uma alegria. Ela acha a que a água está bem para os peixes e na natação progride muiiiito devagarinho.
Ele sempre detestou andar no carrinho e foi slingado até aos 2 anos. Ela andou mais no sling quando era pequenina, mas é uma adepta incondicional do carrinho.
Ele é ágil e cauteloso. As brincadeiras físicas são-lhe fáceis e naturais. Ela é desajeitada, brutinha, teimosa e destemida. Tem muito mais dificuldade em trepar e subir, mas faz tudo sozinha e anda sempre cheia de feridas.
Ele gosta das histórias, à noite. Ela prefere festinhas e canções.
Ele gosta de luz, ela dorme melhor com tudo escuro.
Ele bebe imenso leite, ela prefere iogurtes (é tarada por iogurtes).
Ele pedia (e pede) mais ajuda para fazer as coisas. Ela faz pela vida e desenrasca-se sozinha.
Ele falou muito bem muito cedo. Ela ainda não fala nada de jeito.
Ele é extrovertido e social, embora um bocadinho tímido. Ela é desembaraçada e alegre, mas muito metida consigo.
Ele é um miúdo mais chatinho, mas é possível dar-lhe a volta, com negociações e argumentos (sempre foi). Para ela normalmente está tudo bem, mas quando implica com algo não há quem a demova.
Sim, eu comparo tudo. Nunca deixará de me assombrar o quão diferentes são.
16 Novembro 2009
Da vida aqui em baixo (duas línguas)
- Ai, L., que linda, deixaste pentear o cabelo e ficaste tão linda, filha!
(olha para mim. abre muito os olhos azuis, meio espantada):
- Qué uapa!
(olha para mim. abre muito os olhos azuis, meio espantada):
- Qué uapa!
22 meses (e 2 dias)
da menina-mais-linda-do-mundo.
A dois meses dos dois anos, os terrible two anunciam-se em força. Desafiante, provocadora, refilona. Bruta, muito brutinha, como sempre foi.
Passa muito tempo "na vida dela". Esvazia e volta a encher armários e gavetas, brinca muito, faz desenhos. Gosta muito de desenhar. Ainda hoje, eu e o pai comentávamos que, ao contrário do irmão, a L. não precisa da escola. Não vai especialmente infeliz, mas também não vai com vontade. Ela não precisa de outros meninos, de outras pessoas. Está muito bem em casa, saltaricando entre as várias divisões, esvaziando as caixas de brinquedos, vestindo roupas alheias, catando migalhas do chão. Gosta de ajudar a pôr roupa na máquina e de comer bolachas enquanto se lava a loiça. Gosta de cantar e dançar. É uma menina feliz e livre.
A dois meses dos dois anos, os terrible two anunciam-se em força. Desafiante, provocadora, refilona. Bruta, muito brutinha, como sempre foi.
Passa muito tempo "na vida dela". Esvazia e volta a encher armários e gavetas, brinca muito, faz desenhos. Gosta muito de desenhar. Ainda hoje, eu e o pai comentávamos que, ao contrário do irmão, a L. não precisa da escola. Não vai especialmente infeliz, mas também não vai com vontade. Ela não precisa de outros meninos, de outras pessoas. Está muito bem em casa, saltaricando entre as várias divisões, esvaziando as caixas de brinquedos, vestindo roupas alheias, catando migalhas do chão. Gosta de ajudar a pôr roupa na máquina e de comer bolachas enquanto se lava a loiça. Gosta de cantar e dançar. É uma menina feliz e livre.
12 Novembro 2009
Mas, por outro lado
Há qualquer coisa de terno e de profundamente humano no site de um professor muito importante e famoso (e tudo e tudo e tudo), que tem o enorme Cv, os artigos publicados (quase todos disponibilizados gratuitamente) informação vária e, no fim, várias fotos das duas netas pequeninas.
Numa delas, há uma bebé a dormir no peito do avô que olha para nós e parece dizer: eu escrevi muita coisa, viajei, pensei, escrevi, sou reconhecido pelos meus pares, mas isto - esta criança no meu peito - é, sem dúvida, o que verdadeiramente (me) importa.
Muitos acharão lamechas. Eu achei bonito.
Numa delas, há uma bebé a dormir no peito do avô que olha para nós e parece dizer: eu escrevi muita coisa, viajei, pensei, escrevi, sou reconhecido pelos meus pares, mas isto - esta criança no meu peito - é, sem dúvida, o que verdadeiramente (me) importa.
Muitos acharão lamechas. Eu achei bonito.
10 Novembro 2009
...
- É que eu já fui pai muito velho, tenho 43 anos e falta-me a energia, às vezes. Não tirei os dias de licença de paternidade, tu sabes como estamos cheios de trabalho, aqui, com pouca gente, início de ano lectivo. Não podia. Não posso mudar a minha vida toda, nem defraudar as expectativas dos colegas, tenho uma reputação a manter.
(eu não lhe posso responder o que queria)
O que eu queria dizer é que ele é tonto, é burro, é cego, é surdo. Ter um filho é algo imenso, incomensurável, único, irrepetível. O universo pára, condensa-se, está todo ali. Nada mais interessa além daquelas mãos pequeninas, do arrulhar de bebé, do cheiro a novo e a vida. Ter um filho é acrescentar uma página em branco à história do mundo.
É preciso parar. É preciso parar, porque nunca nos acontecerá algo tão grande, tão bonito, tão simples e misterioso como aquela criança. Nunca nenhuma memória será tão poderosa como os primeiros dias a olhar uma pessoa novinha em folha, a espreitar o fundo daqueles olhos que se abrem de espanto para a luz.
Ter um filho é decidir mudar a nossa vida para sempre. É um compromisso eterno com o absoluto. Não há nada, mesmo nada, que não possa esperar.
(eu não lhe posso responder o que queria)
O que eu queria dizer é que ele é tonto, é burro, é cego, é surdo. Ter um filho é algo imenso, incomensurável, único, irrepetível. O universo pára, condensa-se, está todo ali. Nada mais interessa além daquelas mãos pequeninas, do arrulhar de bebé, do cheiro a novo e a vida. Ter um filho é acrescentar uma página em branco à história do mundo.
É preciso parar. É preciso parar, porque nunca nos acontecerá algo tão grande, tão bonito, tão simples e misterioso como aquela criança. Nunca nenhuma memória será tão poderosa como os primeiros dias a olhar uma pessoa novinha em folha, a espreitar o fundo daqueles olhos que se abrem de espanto para a luz.
Ter um filho é decidir mudar a nossa vida para sempre. É um compromisso eterno com o absoluto. Não há nada, mesmo nada, que não possa esperar.
09 Novembro 2009
O fim de semana
(Para o pai)
No Sábado fomos nadar, de manhã. Pela primeira vez, a L. gostou da aula, sorriu, brincou e acabou no tempo certo. Depois fomos tirar fotografias para a escola e merendar no mundi salado. A piolha adormeceu e o P. portou-se muito bem, com a promessa de a seguir ir ao rei-dos-burgueres comprar um-hamburguer-que-traz-um-boneco-do-Bob-esponja (pois, voltou outra vez à carga). Lá chegados dormimos os três no carro, à porta um bom bocado, aproveitando o sol quentinho do meio-dia. Depois, e graças a um empregado simpático, lá convenci o miúdo das artes maléficas das multinacionais, que enganam os meninos com anúncios de brindes que já não dão há imenso tempo para os fazer comprar comida ranhosa. Limpas as lágrimas, fomos almoçar no café do lado, bifinhos de frango, salada e batatas criolas, muito melhor do que a suposta-carne picada que vem agregada a presentes para catraios.
De tarde, a mãe perdeu a cabeça e levou-os ao supermercado-onde-os-brinquedos-estão-a-metade-do-preço. Comprou a cada um uma mochila de rodinhas cheia de plasticinas, formas e moldes. Passámos o resto da tarde entre cores, fazendo meninos, meninas e macacos, esparguete à bolonhesa, carros e aviões.
No Domingo, preguiçámos de pijama e tomámos o pequeno-almoço tarde. O P. passou a manhã toda a fazer birra porque queria andar de manga curta e fazer uma tatuagem de gormitis. A L. dormiu. A seguir ao almoço, com uma mãe-à-beira-de-um-ataque-de-nervos, fomos andar meia hora seguida de carro para o P. dormir e eu não ouvir mais choros. Brincámos mais de uma hora no parque de Zaidin, mas soprava um vento frio que faz as bochechas vermelhas. Voltámos para casa, com a L. aos gritos e a espernear, de tal maneira que um dos imigrantes ilegais que ali está a arrumar carros se apiedou de mim, e esteve a assegurar-se que o P. não ia para a estrada enquanto eu tentava apertar os cintos da pequena berradora. Em casa lanchámos leite/iogurte e pão com manteiga, e voltámos às plasticinas.
Já está frio, papá, vestimos polares por cima dos pijamas e vimos televisão os três, no sofá, debaixo do edredão. Sabemos que não gostas do edredão ali, desarrumado, mas nós sim! Ele perguntou quando voltas e contou os dias nos dedos. Já sabe ler (pronto, mais ou menos) algumas palavras simples, de sílabas parecidas, que construímos com as letras da porta do frigorífico: pa-pá, pa-to, bo-la, a-vó, pa-te-ta. Quer muito aprender. Muito, muito. Ah, e no Sábado à noite fizemos um livro, com quatro páginas. É "o livro do P.", um livro de pictogramas e letras. Foi ele que me falou dos pictogramas, a que chama pistogramas.
Ela está melhor da otite, ele está melhor da tosse. Andamos a ler a história da bruxa Emília, que vem no livro que a R. e o P. ofereceram. Ele quer um tridente para o Natal, mas vai pedi-lo à tua mãe, porque o Pai Natal já vai trazer a pirâmide do Egipto. Ela berra por ti ao telefone. Os dois têm ajudado a arrumar os brinquedos.
São bons meninos e têm saudades do melhor-pai-do-mundo.
No Sábado fomos nadar, de manhã. Pela primeira vez, a L. gostou da aula, sorriu, brincou e acabou no tempo certo. Depois fomos tirar fotografias para a escola e merendar no mundi salado. A piolha adormeceu e o P. portou-se muito bem, com a promessa de a seguir ir ao rei-dos-burgueres comprar um-hamburguer-que-traz-um-boneco-do-Bob-esponja (pois, voltou outra vez à carga). Lá chegados dormimos os três no carro, à porta um bom bocado, aproveitando o sol quentinho do meio-dia. Depois, e graças a um empregado simpático, lá convenci o miúdo das artes maléficas das multinacionais, que enganam os meninos com anúncios de brindes que já não dão há imenso tempo para os fazer comprar comida ranhosa. Limpas as lágrimas, fomos almoçar no café do lado, bifinhos de frango, salada e batatas criolas, muito melhor do que a suposta-carne picada que vem agregada a presentes para catraios.
De tarde, a mãe perdeu a cabeça e levou-os ao supermercado-onde-os-brinquedos-estão-a-metade-do-preço. Comprou a cada um uma mochila de rodinhas cheia de plasticinas, formas e moldes. Passámos o resto da tarde entre cores, fazendo meninos, meninas e macacos, esparguete à bolonhesa, carros e aviões.
No Domingo, preguiçámos de pijama e tomámos o pequeno-almoço tarde. O P. passou a manhã toda a fazer birra porque queria andar de manga curta e fazer uma tatuagem de gormitis. A L. dormiu. A seguir ao almoço, com uma mãe-à-beira-de-um-ataque-de-nervos, fomos andar meia hora seguida de carro para o P. dormir e eu não ouvir mais choros. Brincámos mais de uma hora no parque de Zaidin, mas soprava um vento frio que faz as bochechas vermelhas. Voltámos para casa, com a L. aos gritos e a espernear, de tal maneira que um dos imigrantes ilegais que ali está a arrumar carros se apiedou de mim, e esteve a assegurar-se que o P. não ia para a estrada enquanto eu tentava apertar os cintos da pequena berradora. Em casa lanchámos leite/iogurte e pão com manteiga, e voltámos às plasticinas.
Já está frio, papá, vestimos polares por cima dos pijamas e vimos televisão os três, no sofá, debaixo do edredão. Sabemos que não gostas do edredão ali, desarrumado, mas nós sim! Ele perguntou quando voltas e contou os dias nos dedos. Já sabe ler (pronto, mais ou menos) algumas palavras simples, de sílabas parecidas, que construímos com as letras da porta do frigorífico: pa-pá, pa-to, bo-la, a-vó, pa-te-ta. Quer muito aprender. Muito, muito. Ah, e no Sábado à noite fizemos um livro, com quatro páginas. É "o livro do P.", um livro de pictogramas e letras. Foi ele que me falou dos pictogramas, a que chama pistogramas.
Ela está melhor da otite, ele está melhor da tosse. Andamos a ler a história da bruxa Emília, que vem no livro que a R. e o P. ofereceram. Ele quer um tridente para o Natal, mas vai pedi-lo à tua mãe, porque o Pai Natal já vai trazer a pirâmide do Egipto. Ela berra por ti ao telefone. Os dois têm ajudado a arrumar os brinquedos.
São bons meninos e têm saudades do melhor-pai-do-mundo.
Regra
vestir-se sozinho, de manhã. Que já é grande, a mãe precisa de se despachar, que é bom sermos capazes de fazer as coisas por nós mesmos, e blá-blá-blá-blá.
- E vou ter que fazer isto sozinho TODOS OS DIAS, sempre, ATÉ SER VELHINHO?
Resumidinho, resumidinho, filho: sim.
- E vou ter que fazer isto sozinho TODOS OS DIAS, sempre, ATÉ SER VELHINHO?
Resumidinho, resumidinho, filho: sim.
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